A mão pesada da justiça (americana)

Ariel Castro sequestrou, seviciou, estuprou e durante onze anos manteve em cárcere privado três mulheres. Restaram filhos não desejados, abortos forçados, sonhos frustrados.

Na noite de 8 de dezembro de 1980, John Lennon entrava em sua residência, no edifício Dakota, quando Mark Chapman, que no fim da tarde daquele mesmo dia conseguira um autógrafo do artista, o matou com quatro tiros, um deles na aorta, causando intensa perda de sangue. “Você sabe o que fez?”, perguntou o porteiro do edifício, ao que. Mark Chapman respondeu com tranquilidade: “Sim, eu atirei em John Lennon.” Em seguida, sentou-se na calçada e aguardou a chegada da polícia.

De beleza estonteante, Sharon Tate, uma das mulheres mais bonitas do cinema, faltando apenas quinze dias para dar à luz foi selvagemente assassinada pela caterva de Charles Manson. Era 8 de agosto de 1969. Após jantar com alguns amigos, ela retornou a casa acompanhada de Jay Sebring, Abigail Folger e Wojciech Frykowski. Todos, inclusive o caseiro William Garretson e seu amigo Steven Parent, viviam naquela noite os seus últimos momentos. Nos primeiros minutos da madrugada, quatro dos seguidores de Charles Manson invadiram a casa e massacraram todos. A atriz recebeu dezesseis facadas, muitas na barriga onde vivia a criança prestes a nascer. O grupo foi condenado à morte, pena posteriormente comutada para prisão perpétua.

Os três estão, para sempre, fora de circulação.

Ariel Castro foi condenado a prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional.

Mark Chapman, também cumprindo prisão perpétua, recentemente postulou liberdade condicional, negada.

Em abril de 2012, Charles Manson, trancafiado há 41 anos, pediu, pela 12ª vez, liberdade condicional e, mais uma vez, teve seu pedido negado. Novo pedido só poderá ser feito em 2027, quando o assassino, se é que estará vivo, terá 92 anos.

Ariel Castro, Mark Chapman e Charles Manson nunca mais farão mal a alguém.

No Brasil, não faz muito tempo, um menino de cinco anos foi covardemente assassinado nos braços da mãe. O criminoso obtivera o ― quanta ironia ― o indulto do Dia das Mães, e não mais voltara à prisão. Para não perder a viagem, roubou a vida de uma criança.


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